
Um espaço para revisitar as emoções vividas no Grupo do Facebook: Alentejo-Terra e Gente
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
PLANTEI A ÁRVORE DO BEM ---- DÉCIMAS
Plantei a árvore do Bem
Reguei-a, vi-a crescer;
Estou à espera que alguém
Venha seus frutos colher
Reguei-a, vi-a crescer;
Estou à espera que alguém
Venha seus frutos colher
Um dia na minha mente
Surgiu a feliz ideia
De trazer á minha aldeia
Algo que fosse dif’rente;
Vivia-se um ambiente
De aversão e desdém
Não se entendia ninguém
Um pandemónio infernal!
Para combater o Mal
Plantei a árvore do Bem.
Surgiu a feliz ideia
De trazer á minha aldeia
Algo que fosse dif’rente;
Vivia-se um ambiente
De aversão e desdém
Não se entendia ninguém
Um pandemónio infernal!
Para combater o Mal
Plantei a árvore do Bem.
Foi difícil descobrir
A planta tão desejada;
Era por mim cobiçada
Queria vê-la florir!
Acabei por conseguir
Após esforços fazer
A bela planta trazer;
Plantei-a perto de mim,
Durante dias sem fim
Reguei-a, vi-a crescer.
A planta tão desejada;
Era por mim cobiçada
Queria vê-la florir!
Acabei por conseguir
Após esforços fazer
A bela planta trazer;
Plantei-a perto de mim,
Durante dias sem fim
Reguei-a, vi-a crescer.
O meu quintal pobrezinho
Aumentou o seu valor
Logo que a primeira flor
Desabrochou de mansinho!
Eu lhe dou o meu carinho
Por ter o que outro não tem,
Agora, são mais de cem
Os frutos belos que ostenta,
Vir comê-los ninguém tenta
Estou á espera de alguém.
Aumentou o seu valor
Logo que a primeira flor
Desabrochou de mansinho!
Eu lhe dou o meu carinho
Por ter o que outro não tem,
Agora, são mais de cem
Os frutos belos que ostenta,
Vir comê-los ninguém tenta
Estou á espera de alguém.
Este fruto tão gostoso
Que com o tempo amadura,
É p’ra quem tem a alma pura
E um coração bondoso!
Por ser tão delicioso
Todos deviam comer,
Não a seu belo prazer
Por isso não lhe ser dado,
Mas se for predestinado
Venha seus frutos colher.
Que com o tempo amadura,
É p’ra quem tem a alma pura
E um coração bondoso!
Por ser tão delicioso
Todos deviam comer,
Não a seu belo prazer
Por isso não lhe ser dado,
Mas se for predestinado
Venha seus frutos colher.
José da Silva Máximo
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
ALDEIA DOS CATA-VENTOS-ALCARIAS
Aldeia dos cata-ventos
Faz parte da freguesia de Conceição, concelho de Ourique. Por isso, e porque Alcarias há muitas, nomeiam-se sempre os dois lugares em conjunto: Alcarias e Conceição. Entre ambos corre uma estreita fita de alcatrão e ergue-se o moinho de vento de Francisco Colaço, que, associando este engenho ao moinho de água que tem em Ourique-Estação, mói a farinha com que faz o pão da sua padaria. Assim, a matéria-prima nunca falha: quando a água não corre, há-de soprar o vento, e vice-versa.
Não importa como se chega a Alcarias: sabe bem descobri-la a par de Messejana, depois de um passeio pela Barragem do Monte da Rocha ou, saindo de Castro Verde, fazendo paragens em Almeirim, Casével e Ourique-Estação. Mas o essencial é ir lá.
Trata-se de uma aldeia de excepção que vale todos os desvios: pela brancura mourisca do seu casario, pela forma como o povo achou por bem identificar os locais de interesse à atenção dos forasteiros, pelos versos espalhados pela terra em painéis de azulejos e, sobretudo, pela profusão dos cata-ventos, que são um verdadeiro ex-líbris da região em cada chaminé, o ferro forjado desenha um cavalo, um cavaleiro e uma espada, homenagem a D. Afonso Henriques ou aos cavaleiros da Ordem de Sant'Iago da Espada, que o ajudaram a conquistar o Campo de Ourique. A não perder
Faz parte da freguesia de Conceição, concelho de Ourique. Por isso, e porque Alcarias há muitas, nomeiam-se sempre os dois lugares em conjunto: Alcarias e Conceição. Entre ambos corre uma estreita fita de alcatrão e ergue-se o moinho de vento de Francisco Colaço, que, associando este engenho ao moinho de água que tem em Ourique-Estação, mói a farinha com que faz o pão da sua padaria. Assim, a matéria-prima nunca falha: quando a água não corre, há-de soprar o vento, e vice-versa.
Não importa como se chega a Alcarias: sabe bem descobri-la a par de Messejana, depois de um passeio pela Barragem do Monte da Rocha ou, saindo de Castro Verde, fazendo paragens em Almeirim, Casével e Ourique-Estação. Mas o essencial é ir lá.
Trata-se de uma aldeia de excepção que vale todos os desvios: pela brancura mourisca do seu casario, pela forma como o povo achou por bem identificar os locais de interesse à atenção dos forasteiros, pelos versos espalhados pela terra em painéis de azulejos e, sobretudo, pela profusão dos cata-ventos, que são um verdadeiro ex-líbris da região em cada chaminé, o ferro forjado desenha um cavalo, um cavaleiro e uma espada, homenagem a D. Afonso Henriques ou aos cavaleiros da Ordem de Sant'Iago da Espada, que o ajudaram a conquistar o Campo de Ourique. A não perder
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
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