quinta-feira, 11 de outubro de 2012

ARTESANATO TAPETES DE ARRAIOLOS


CONJUNTO DE PEÇAS DE ARTESANATO S. PEDRO DO CORVAL REGUENGOS DE MONSARAZ


OLARIA S.PEDRO DO CORVAL REGUENGOS DE MONSARAZ


ARTESANATO DO ALENTEJO CESTOS DE VERGA VILA DE BARRANCOS


VÁRIAS PEÇAS DE ARTESANATO DO ALENTEJO COM SUAS FIGURAS EMBLEMÁTICAS DA REGIÃO E FORMATOS VARIADOS


ALFORGES UTENSILIO MUITO UTILIZADO NO SÉCULO PASSADO NO TRANSPORTE DE GÉNEROS ALIMENTÍCIOS E OUTROS QUER PELO HOMEM OU POR ANIMAIS


MANTAS ALENTEJANAS DE LÂ E DE RETALHO


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

POEMA DE DEODATO ANTONIO PAIAS POETA POPULAR ALENTEJANO







POEMA SOBRE A AGRICULTURA

Agricultura abandonada
Alguém disso foi culpado
Foi quem assinou o tratado
Dessa grande desenvoltura
Pagar para não semear
Para a terra não lavrar
Cavaram a nossa sepultura
Sem de nada perceber
Isto é no meu entender
Nada no campo se afigura.


O campo está selvagem
Há muita falta de limpeza
É um perigo de certeza
Alterar assim a paisagem
Maior perigo de incêndio
Vai trazer maior dispêndio
Devido ao excesso de folhagem
A falta da terra lavrada
E da limpeza acompanhada
Nesta floresta selvagem.



No campo não há trabalho
Acabaram as mondadeiras
Já se não vêem as ceiferas
Até nem se ouvem chocalhos
Os rebanhos diminuiram
Tudo no campo destruiram
Só agora existem encalhos
Ninguém já vai desmatar
Nem o arvoredo limpar
No campo não há trabalhos.




Deodato António Paias... Poeta Popular Alentejano.


POEMA DE JOSÉ DA SILVA MÁXIMO POETA POPULAR ALENTEJANO




QUASE NO FIM
O homem vira empecilho
Velho e atacado p’lo mal;
Tenha ou não algum filho
Vai morrer ao Hospital

Meu Deus como o homem fica
Quando a vida está no fim!
É a fase mais ruim
Que o nosso destino indica;
De forte passa a medrica,
Já nem conhece o seu trilho,
É p’rá família um peguilho
Volta aos tempos de criança,
Conforme a idade avança
O homem vira empecilho.

Sempre a velhice foi dura
Feia, triste até mais não;
É digna de compaixão
A realidade mais pura.
Se a força nos não atura
Torna-se a vida banal,
O homem fica afinal
Em situação comovente,
Logo que um dia se sente
Velho e atacado p’lo mal.

Em tempos que já lá vão
Não metia tanto medo,
A mulher não tinha emprego
A não ser de ocasião;
Sentia satisfação
Em tratar os pais com brilho;
Agora é um espartilho
Não poder ser como era
O velho sabe o que o espera
Tenha ou não algum filho.

Hoje os filhos não podiam
A seus pais se dedicar;
Mesmo que quisessem dar
O amor que eles queriam.
Só p’ra herdar serviriam
Haver filhos do casal,
A vida não é igual,
O velho fica a saber
Se lhe faltar o poder
Vai morrer ao Hospital.


Poeta Alentejano José da Silva Máximo.!!!!




terça-feira, 9 de outubro de 2012

TEXTOS ALENTEJANOS FOTO MERTOLA








TI ZÉ BONITO

" José Custódio Domingos Brincheira, com 88 anos de idade, natural de Mértola, viúvo, mais conhecido por Ti Zé Bonito, tem uma vida que muito dá para contar. Aos oito anos de idade não foi para a escola: foi para a escola da vida, a dos pobres da altura. Como o pai do Zé, carreiro por profissão, trabalhava na loja do José Galho, estabelecido com roupas e mercearia, logo se se lembraram dele para ir fazer mandados. Em troca, na loja, onde é hoje o Café Guadiana, ia recebendo, de quando em vez, uma melhadura. Pequena compensação pois o Zé era pequeno, além de mocinho bonito. Devo já dizer que, por esse facto, ficou logo mais chamado por Zé Bonito , por aqui e ali.
Trabalhador de campo na monda e na ceifa que o Fialho de Almeida retratou no "País das Uvas", servente de pedreiro e da moagem, operário conserveiro em Vila Real de Santo António, com " pá e pica " nas estradas à volta de Beja. Vendedor de água, nas ruas da vila, com o burro
 carregado de quatro cântaros de dez litros, a um escudo cada, era ele que "matava" então a sede de água potável da maré vazia do Guadiana a grande parte da população.
Mas o que os mais velhos, ainda hoje, alumiam, foi a lida, em particular, que ele teve durante muitos anos: a carregar sacos de 77 quilos de farinha às costas, além rio, para as padeiras da vila de Mértola. Já com 30 anos de idade, fazia esse trabalho pelo qual cobrava quatro escudos por saco. Trabalhador barqueiro no transporte do rio também foi.
Zé Brincheira foi, apesar de tudo, jovem desportista, amador do ciclismo. Envergando a camisola do Benfica, participou, conjuntamente com os algarvios que aqui viviam, além do Arnaldo, do Zé Colaço e do Zé da Cruz, nas corridas de ida e volta ao Vale d'Açor nos arredores, organizadas pelo Zé Silvestre. Ganhou medalhas na bicicleta alugada, a um escudo por quarto d'hora.
Hoje, Ti Zé Bonito, na casa que habita na Vila Velha, faz frequentemente as refeições de caldeirada de muge. Lava também a sua própria roupa, com sabão azul e branco. Trata, no quintal, das laranjeiras e do limoeiro.
Com uma reforma de cerca de 40 contos apenas, lá vai governando a vida. Deita-se às 23 horas e, num só sono, levanta-se pontualmente às 7 horas. Com razoável saúde, exceptuando o mal das cataratas, o que não o impede, claro está, de comer, à noite, a bucha que traz de casa, com a indispensável cerveja, num dos cafés da vila.
Queremos que Ti Zé Bonito fique connosco muitos e muitos anos, relatando-nos as suas histórias da vida. Ele é um símbolo do Trabalhador Alentejano...
-
In" Textos Alentejanos "- de João Honrado

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

PINTORES E PINTURAS DO ALENTEJO IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO FERREIRA DO ALENTEJO



inesdouradopintura.blogspot.com

PINTURAS E PINTORES DO ALENTEJO MÁRIO ELIAS


PINTURAS E PINTORES DO ALENTEJO ALONSO FERNANDES


PINTURAS E PINTORES DO ALENTEJO ALONSO FERNANDES


PINTURAS E PINTORES DO ALENTEJO ANTONIO ANACLETO GOMES


PINTORES E PINTURAS DO ALENTEJO ANTONIO ANACLETO GOMES MERTOLA


LÁ NO MONTADO O SOBREIRO





O SOBREIRO


O Sobreiro é uma pintura a pastel sobre cartão da autoria do pintor e rei português Carlos de Bragança. Pintado em 1905 e mede 177 cm de altura e 91 cm de largura; representa um exemplar da árvore epónima.[1]
A pintura pertence ao Museu da Fundação da Casa de Bragança de Vila Viçosa.


PINTURAS DE BELA MESTRE


ALENTEJO TEU E MEU PINTURA DE BELA MESTRE


CERÂMICA PINTADA COM MOTIVOS ALENTEJANOS TRABALHO DE PAULO NARCISO


domingo, 23 de setembro de 2012

REGISTO DE UM DOS MOMENTOS DE ALEGRIA AMIZADE E O GOSTAR DE NOS ENCONTRAR-MOS JUNTOS A CONFRATERNIZAR. fOTO DO ENCONTRO DO GRUPO ALENTEJO TERRA E GENTE DE 22 DE SETEMBRO DE 2012


POEMA ALUSIVO AO ENCONTRO DE AMIGOS DO ALENTEJO TERRA E GENTE DE DIA 22 DE SETEMBRO DE 2012






Grande encontro de amizade
Castro Verde foi o local
Fica para a prosteridade

Este dia especial


Foi um dia bem vivido
Cheio de fortes emoções
Bateram forte os corações
pelo sentimento ,sentido
Um encontro bem conseguido
Juntos como uma irmandade
Brilhava a felicidade
Nos rostos de simpatia
Em todos vi alegria
Neste encontro de amizade



Somos filhos do Alentejo 
Consideramos-nos irmãos
Unidos damos as mãos
Todos com o mesmo ansejo
O Alentejo é um desejo
A amizade é real
Ultrapassa o virtual
É o balanço que faço
Enlaçados num abraço
Castro Verde foi o local


Em castro Verde aconteceu
Este dia bem passado
Fica para sempre marcado
Tudo o que ali se viveu
Quem não esteve ,é que perdeu
Acreditem que é verdade
Nós já sentimos saudade
Por esse grande ambiente
O encontro do TERRA E GENTE
Fica para a prosteridade


Eu já estou a desejar 
Que outros possam acontecer
Para podermos conviver
E os amigos encontrar
Para todos abraçar 
Num abraço fraternal.
Todos, todos em geral
Irão guardar na memória
Para sempre fica na história
Este dia especial



Manuel Graça


POEMA ALUSIVO AO AMBIENTE AFECTUOSO QUE SE VIVEU NO ENCONTRO DO ALENTEJO TERRA E GENTE DIA 22 DE SETEMBRO DE 2012





São dez da manhã

Já chegou o grande dia
Onde o sorriso transparece
No rosto de quem conhece
A felicidade e a alegria

Rostos emocionados
Apertos de mão
Abraços bem apertados
De saudade carregados
Num dia cheio de emoção
Olhares cruzados
Vistos pela primeira vez
De gente que já conhece
Sem ver,mas agradece
A amizade que Deus fez
Só uma causa os fez unir
Um amor eterno e profundo
O alentejo está a sorrir
E a seus filhos vai pedir
A MAIOR FELICIDADE DO MUNDO...


M.Medeiros 22/09/2012

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

MESINHAS CASEIRAS FLOR DE LARANJEIRA





Dor de garganta

Ingredientes 
- 3 col. (sopa) de flor de laranjeira 
- 3 dentes de alho 
- 1 limão com casca cortado em quatro partes 
- 1 xíc. (chá) de mel de eucalipto 

Modo de preparação :
Coloque os dentes de alho, o limão cortado e as flores de laranjeira em uma vasilha e macere. Despeje o mel, tampe e deixe descansar. Após 12 horas, esprema bem e coe. Tome duas colheres de sopa ao dia.

MESINHAS CASEIRAS OLEO DE ALECRIM.





Óleo de alecrim – utilizado em problemas de reumatismo e circulatórios, em massagens e fricções.


500 gr alecrim fresco, picado;
750 ml azeite ou óleo girassol.

Misture o alecrim picado e o azeite numa tigela de vidro e coloque numa panela em banho-maria. Cubra e deixe em lume brando 2-3 horas. Retirar do lume e deixar arrefecer. Em seguida, usar uma gaze ou coador chinês para coar a infusão para dentro de um jarro. Com o auxílio de um funil, deitar o óleo em frascos de vidro escuro, de preferência. Fechar e colocar 1 etiqueta. Guardar num local fresco ao abrigo da luz durante um ano.


MESINHAS CASEIRAS ....MALVAS




Malva 

Bexiga (inflamação) 

Decocção: contra a retenção urinária, preparar uma decocção com um litro de água e 150gr de flores e folhas de malva. Deixar ferver lentamente, por vinte minutos, depois filtrar e adoçar com mel.

Beber três ou quatro xícaras durante o dia.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Tão Certo como a feira de Castro



É um velho aforismo popular que usamos quando queremos validar uma afirmação que exigimos que outrem aceite como verídica.
É que a feira de Castro é uma feira secular ,com provas dadas de que a sua tradição se mantém viva ,e com as manifestações artísticas locais cada vez mais vivificadas.
Embora Castro Verde não pertença ao Sudoeste é porém uma zona limítrofe do mesmo e com ele mantém relações de comércio e culturais de relevante importância .Para citar apenas uma referirei que os dois concelhos que mais têm feito a recuperação da viola campaniça são precisamente os de Castro Verde e de Odemira.
Muita gente do Sudoeste não perde esta importante e mediática feira.
A feira de Castro foi instituída no reinado de Filipe III em 1620,estabelecendo-se logo de início que o dinheiro cobrado pelos terrados, espaço onde eram montadas as barracas utilizadas pelos feirantes se destinava à reconstrução da “Igreja das Chagas do Salvador”..
Ao longo de séculos foi ganhando importância na troca e compra de produtos e instrumentos agrícolas num distrito onde a ruralidade predominou sempre.
Mesmo o facto de muitas feiras no presente terem perdido o impacto devido à proliferação de grandes superfícies onde se compra tudo,esta feira mantém as tradições e continua a ser 
um espaço importante de negócios ,de lazer, de cultura popular ., 
Esta cultura está patente na actuação das violas campaniças e no cante de Baldão que sempre ocorre na feira.
No que respeita à parte económica os produtos à venda são:
frutos secos maçãs ,as mantas, as vergas objectos de barro de artesãos de povoações do distrito como Beringel,Trigaxes etc.
calçado e quinquilharias cobres ,artesanato de madeira etc..
É muito heterogénea a grande mole humana que demanda esta feira.:ciganos, .tendeiros, negociantes de gado ,visitantes procurando diversões etc. etc. .
Também é visitada por muitos intelectuais ,estudiosos e amantes da cultura popular.
Evidentemente a feira dá uma amostragem espontânea da cultura popular dos naturais da vila e suas redondezas.
Até por isso o cante de baldão já é considerado um verdadeiro ex-libris da feira de Castro. E esta a sua catedral.
Para terminar queria salientar que esta feira , a maior do Baixo Alentejo é um acontecimento de cariz económico ,uma ocasião especial para os agricultores renovarem o seu rol de alfaias agrícolas , que proporciona momentos de lazer e de diversão e que é uma fonte de estudo da cultura alentejana “in loco.”