Um espaço para revisitar as emoções vividas no Grupo do Facebook: Alentejo-Terra e Gente
quarta-feira, 20 de março de 2013
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domingo, 17 de março de 2013
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quinta-feira, 14 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
POESIA / POEMA DE ADA TAVARES / CEIFEIRAS DO ALENTEJO
"Ceifeiras do Alentejo"
Figurinhas que se agitam graciosas
Entre o trigo já maduro a ondular,
Com seus doirados chapéus
De abas voltadas aos céus
Lembram lindas borboletas a voar.
E se alguém passa e atira um “Salve-as Deus!
Há franqueza no sorriso e no olhar,
Enquanto ao som de cantigas
Abraçam molhos de espigas
E a foice vai ceifando sem parar.
Ceifeira,
Não ceifes assim à toa…
Se a seara não está boa
Deixa-a na terra ficar!
Ceifeira,
Vê bem onde a foice pões
Que há searas de ilusões
‘inda verdes pra ceifar…
Como o trigo a seu tempo é ceifado,
Pelos campos desta vida, é bem de ver,
Toda a fruta sazonada
Precisa ser apanhada
Muito antes de secar e se perder…
E as ceifeiras vão ceifando e vão contando
Uma história, para animar, dita a preceito…
Olham-se as moças coradas,
Sobem ao ar gargalhadas,
E a foice ceifa tudo, ceifa a eito.
Ceifeira,
Não ceifes assim à toa…
Se a seara não está boa
Deixa-a na terra ficar!
Ceifeira,
Vê bem onde a foice pões
Que há searas de ilusões
‘inda verdes pra ceifar…
Ada Tavares
POESIA / POEMA DE GESTRUDES SANTOS / CANTO ALENTEJANO
Canto Alentejano
Coze-se um Pão nesse Forno
À temperatura da Alma
Amassa-se com Amizade
Como manda o Coração
Ervas de cheiro quanto bate
Uma cruz afasta o mal
Já estás pronto?
A pedir tinto, um queijinho
Ou uma linguiça
Que nem todas as gargantas
Logo prontas para a liça
Jorra o vinho, brotam os cantes
Voz unissona-corpo irmão.
Vibra ali a nossa alma antiga:
“È Alentejo pois então!”
Gertrudes Santos
POESIA / POEMA DE MARIA SILVÉRIA DOS MARTIRES
O MEU ALENTEJO
Do teu campo, brota vida
Que acende , o lume apagado
Eu por ti , ando perdida
Sem ti , sou terra sem arado
Vejo , ondular, as searas
As papoilas gritam liberdade
Se o Alentejo desprezas
Pensa bem
Alentejo , merece lealdade
Alentejanos, cantam com o coração
O seu canto é lindo e dolente
Para combater a solidão
Põe nele sua alma ardente
Vai cantando, vai chorando
Entre os rios e ribeirinhas
Parece que está pedindo
Esta paz, ao céu e às estrelinhas
O meu olhar não atinge tão grande
Profundidade
Tanto sobreiro, oliveira e azinheira
É tão grande esta saudade
Meu peito por ti suspira
Neste silêncio, eu medito
Transcende-me, é para mim
Um mistério
Há um segredo em tudo isto
Alentejo , diz-me lá do teu império?
12-03-2013
Maria Silvéria dos Mártires
POESIA / POEMA DE ANTONIO SIMÕES
Minha Mãe Amassa o Pão”
"Minha mãe amassa a vida,
E a vida cabe-lhe inteira
Na farinha desmedida,
No infinito da peneira.
Minha mãe amassa o dia,
No alguidar, sobre o banco,
E do forno da alegria
O pão loiro sai tão branco.
Minha mãe amassa o ar,
Duma leveza infinita
Quando fica a levedar,
A massa inteira levita.
Minha mãe amassa as flores,
As que no campo se dão
E há mil cheiros, mil sabores
Numa fatia de pão.
Minha mãe amassa e diz
Pra dentro do coração,
Que só pode ser feliz
Quando os outros também são.
Minha mãe amassa o verde
Duma seara de trigo
Vais matar-me fome e sede,
Alentejo, eu te bendigo!”
António Simões
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