segunda-feira, 18 de março de 2013

MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


MEMORIAS DO ALENTEJO


quarta-feira, 13 de março de 2013

DO TRIGO AO PÃO / FOLHA DE TRIGO


DO TRIGO AO PÃO / A TENDER


DO TRIGO AO PÃO / A AMASSAR..


DO TRIGO AO PÃO / PÃO ACABADO DE SAIR DO FORNO


DO TRIGO AO PÃO / COLOCAR O PÃO NO FORNO


NA SEQUÊNCIA DO POSTE ANTERIOR / O MESMO TRABALHO MAS AQUI JÁ COM MÁQUINA DEBULHADORA. / OS MOLHEIROS A PASSAREM OS MOLHOS PARA O ALIMENTADOR QUE ERA A PESSOA QUE CORTAVA OS ATILHOS E INTRUDUZIA OS O CEREAL NA BOCA DA MÁQUINA


TRABALHO DE LIMPEZA DO CEREAL AINDA QUANDO ESTE ERA DEBULHADO COM ANIMAIS QUE PUXAVAM UM TRILHO NA EIRA.


terça-feira, 12 de março de 2013

POESIA / POEMA DE ADA TAVARES / CEIFEIRAS DO ALENTEJO







"Ceifeiras do Alentejo"

Figurinhas que se agitam graciosas
Entre o trigo já maduro a ondular,
Com seus doirados chapéus
De abas voltadas aos céus
Lembram lindas borboletas a voar.
E se alguém passa e atira um “Salve-as Deus!
Há franqueza no sorriso e no olhar,
Enquanto ao som de cantigas
Abraçam molhos de espigas
E a foice vai ceifando sem parar.
Ceifeira,
Não ceifes assim à toa…
Se a seara não está boa
Deixa-a na terra ficar!
Ceifeira,
Vê bem onde a foice pões
Que há searas de ilusões
‘inda verdes pra ceifar…
Como o trigo a seu tempo é ceifado,
Pelos campos desta vida, é bem de ver,
Toda a fruta sazonada
Precisa ser apanhada
Muito antes de secar e se perder…
E as ceifeiras vão ceifando e vão contando
Uma história, para animar, dita a preceito…
Olham-se as moças coradas,
Sobem ao ar gargalhadas,
E a foice ceifa tudo, ceifa a eito.
Ceifeira, 
Não ceifes assim à toa…
Se a seara não está boa
Deixa-a na terra ficar!
Ceifeira,
Vê bem onde a foice pões
Que há searas de ilusões
‘inda verdes pra ceifar…

Ada Tavares


POESIA / POEMA DE GESTRUDES SANTOS / CANTO ALENTEJANO




Canto Alentejano

Coze-se um Pão nesse Forno
À temperatura da Alma
Amassa-se com Amizade
Como manda o Coração
Ervas de cheiro quanto bate
Uma cruz afasta o mal
Já estás pronto?
A pedir tinto, um queijinho
Ou uma linguiça
Que nem todas as gargantas
Logo prontas para a liça
Jorra o vinho, brotam os cantes
Voz unissona-corpo irmão.
Vibra ali a nossa alma antiga:
“È Alentejo pois então!”

Gertrudes Santos




POESIA / POEMA DE MARIA SILVÉRIA DOS MARTIRES







O MEU ALENTEJO

Do teu campo, brota vida
Que acende , o lume apagado
Eu por ti , ando perdida
Sem ti , sou terra sem arado

Vejo , ondular, as searas
As papoilas gritam liberdade
Se o Alentejo desprezas
Pensa bem
Alentejo , merece lealdade

Alentejanos, cantam com o coração
O seu canto é lindo e dolente
Para combater a solidão
Põe nele sua alma ardente

Vai cantando, vai chorando
Entre os rios e ribeirinhas
Parece que está pedindo
Esta paz, ao céu e às estrelinhas

O meu olhar não atinge tão grande 
Profundidade
Tanto sobreiro, oliveira e azinheira
É tão grande esta saudade
Meu peito por ti suspira

Neste silêncio, eu medito
Transcende-me, é para mim
Um mistério
Há um segredo em tudo isto
Alentejo , diz-me lá do teu império?
12-03-2013

Maria Silvéria dos Mártires



POESIA / POEMA DE ANTONIO SIMÕES






Minha Mãe Amassa o Pão” 

"Minha mãe amassa a vida,
E a vida cabe-lhe inteira
Na farinha desmedida,
No infinito da peneira.

Minha mãe amassa o dia,
No alguidar, sobre o banco,
E do forno da alegria
O pão loiro sai tão branco.

Minha mãe amassa o ar,
Duma leveza infinita
Quando fica a levedar,
A massa inteira levita.

Minha mãe amassa as flores,
As que no campo se dão
E há mil cheiros, mil sabores
Numa fatia de pão.

Minha mãe amassa e diz
Pra dentro do coração,
Que só pode ser feliz
Quando os outros também são.
Minha mãe amassa o verde
Duma seara de trigo
Vais matar-me fome e sede,
Alentejo, eu te bendigo!”

António Simões



ALDEIAS DO ALENTEJO / ALQUEVA / FOTO DA NET