Caiar é um processo que se naturalizou no Alentejo. Caia-se muito e sempre, espelhando-se proporcionalmente o asseio. Caia-se a ´frente' e caiam-se as ‘casas', ou seja, a fachada e as divisões da casa. Maria Lamas ao entrevistar uma mulher alentejana perguntou-lhe:
«- Quantas vezes costuma caiar a casa, para a manter assim tão branca?
A resposta foi:
«- Quantas vezes? Ora essa! Não tem vezes certas. A casa caia-se antes que seja preciso!»
Maria Lamas, As Mulheres do meu País , Lisboa, 1948.
O caleiro ou o ‘homem da cal', uma figura rara, ainda transporta torrões de cal numa carroça. Vai andando e apregoando: Cal bran...........ca! Anda e para à medida que as poucas freguesas aparecem. O burro espera pacientemente. E o caleiro vende a cal a peso, numa balança de pratos. Depois, ele e o burro seguem caminho.