segunda-feira, 21 de outubro de 2013

POETAS E POESIA ALENTEJANA




QUASE NO FIM

O homem vira empecilho
Velho e atacado p’lo mal;
Tenha ou não algum filho
Vai morrer ao Hospital

Meu Deus como o homem fica
Quando a vida está no fim!
É a fase mais ruim
Que o nosso destino indica;
De forte passa a medrica,
Já nem conhece o seu trilho,
É p’rá família um peguilho
Volta aos tempos de criança,
Conforme a idade avança
O homem vira empecilho.

Sempre a velhice foi dura
Feia, triste até mais não;
É digna de compaixão
A realidade mais pura.
Se a força nos não atura
Torna-se a vida banal,
O homem fica afinal
Em situação comovente,
Logo que um dia se sente
Velho e atacado p’lo mal.

Em tempos que já lá vão
Não metia tanto medo,
A mulher não tinha emprego
A não ser de ocasião;
Sentia satisfação
Em tratar os pais com brilho;
Agora é um espartilho
Não poder ser como era
O velho sabe o que o espera
Tenha ou não algum filho.

Hoje os filhos não podiam
A seus pais se dedicar;
Mesmo que quisessem dar
O amor que eles queriam.
Só p’ra herdar serviriam
Haver filhos do casal,
A vida não é igual,
O velho fica a saber
Se lhe faltar o poder
Vai morrer ao Hospital.

Poeta Alentejano José da Silva Máximo.!!!!

POETAS E POESIA ALENTEJANA


LÁGRIMA


Não é vergonha chorar
Mais vergonha é mentir
Quanto o receio de amar
Me rouba a vontade de sorrir

Grito ao vento e ao luar
Ao sol e á chuva miudinha
Que me apetece chorar
Por me deixares sózinha

Um amor raro de encontrar
Hoje já não se ama assim
Fico triste a perguntar
Porque partiste assim?

Não é vergonha chorar
Por alguem que nos amou
Triste é ter que suportar
O vazio que em mim ficou

Graça Basilio

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

DOCES TRADICIONAIS ALENTEJANOS / FATIAS PARIDAS


DOCES TRADICIONAIS ALENTEJANOS / POPIAS CAIADAS





CASTRO VERDE


A luz de Castro Verde - 

Foto de Rui Pajares

CASTRO VERDE




Cartaz da Feira de Castro de 2013

CASTRO VERDE / BASILICA DE CASTRO VERDE / FOTO ANTÓNIA MIGUEL


CASTRO VERDE




Castro vila Alentejana
Repleta de bela história
A sua brancura emana
Nostalgia...
Asseio que alegra a memória
De quantos nela habitam
De tantos que há muito abalaram
Orgulho dos que ficaram
Respeitando suas raízes
Ricos e pobres de bem
Que em Castro são Felizes

RIOS DO ALENTEJO



'Rio Sado' — em Rio Sado, junto a Ermidas, Foto Net-www.cm-santiagocacem.pt.


RIOS DO ALENTEJO / RIO ARDILA / FOTO JOSÉ SOUSA DA SILVA



quarta-feira, 16 de outubro de 2013