segunda-feira, 3 de novembro de 2014

LENDAS E MITOS DO ALENTEJO



LENDA DO PEGO DAS PIAS 

Conta uma das lendas sobre o Pêgo das Pias que um lavrador tinha uma filha que era a menina dos seus olhos. Certo dia a filha adoeceu gravemente. O pai, como a filha era a melhor coisa da sua vida, prometeu a um Santo uma junta de bois e uma grade de ouro se a filha ficasse boa. A filha curou-se, mas o lavrador não pagou a promessa. Como a filha tinha por hábito ir beber água no Pêgo das Pias, que era também onde os bois iam beber, ficou encantada.
Só quem for capaz de segurar a grade de ouro e os bois que vêm ao cimo da água, na manhã de S. João, consegue quebrar o encantamento da filha do lavrador.

Dizem que muita gente já viu a grade e os bois, mas nunca ninguém conseguiu segurá-los.

domingo, 2 de novembro de 2014

PORTEL ----EU OUVI O PASSARINHO

.LENDAS E MITOS DO ALENTEJO



Lenda da Moura Encantada
Conta a lenda que, ainda os mouros andavam por Montemor, a filha do governador árabe se apaixonou por um cavaleiro cristão. O pai, desaprovando este amor, enfeitiçou a filha, transformando-a em espírito e encerrando-a numa das torres do castelo. Reza a lenda que a princesa aparece todas as noites na Torre do Anjo e na Pedra da Manteiga, à procura do seu amado. Todos os montemorenses que ali passassem e a vissem ficavam de tal modo apaixonados que se suicidavam por não verem realizado o seu amor.

.LENDAS E MITOS DO ALENTEJO

Lenda da Torre da Má-Hora
Segundo a Lenda, quando os soldados do Rei D. Sancho I se preparavam para atacar Montemor, esconderam-se nas searas que rodeavam o então castelo muçulmano, sem que os mouros desconfiassem da sua presença. Nessa noite, as sentinelas esqueceram-se de uma porta do castelo entreaberta. Os cristão apercebendo-se disso, entraram por essa porta e tomaram rapidamente o castelo que passou a ser português. A partir desta data os mouros passaram a chamar a essa porta e à Torre "Má-Hora", devido à má-hora em que se tinham esquecido da porta aberta.

..LENDAS E MITOS DO ALENTEJO



A Lenda da Costureirinha.

Segundo diversos testemunhos, ouvia-se perfeitamente o som de uma máquina de costura, a trabalhar.
O som trepidante da máquina podia provir de qualquer parte da casa. Era um som tão familiar que não metia medo a ninguém. "A costureirinha estava ali a trabalhar"
Mas quem era ela ?
Segundo a tradição era uma costureirinha que em vida, costumava trabalhar ao domingo, não respeitando o dia sagrado. Outros são da opinião que ela não cumpriu uma promessa feita a S.Francisco.
Por não cumprir com os seus deveres religiosos, fora condenada após a morte, a errar pelo mundo dos vivos durante algum tempo, para se redimir.
No fundo ela é uma alma penada que expia os seus pecados.pelo não cumprimento de promessas feitas a Deus ou a Santos.
Passaram tantos anos. Não sei se há ainda alguém que a ouça, ou terá terminado o seu castigo ?
Acreditem ou não, eu ouvi muitas vezes a costureirinha, tanto no Alentejo como no Algarve

FONTES DO ALENTEJO


Semedeiros.....fica na estrada entre Alcácer do Sal e o Torrão

FONTES DO ALENTEJO ------------- PINTURA DE CARLOS SOUSA


FONTES DO ALENTEJO --------- PINTURA DE LEONEL BORRELA


FONTES DO ALENTEJO




EVORA - Fonte do Convento dos Remedios

de Rosa Casquinha

FONTE DAS BICAS -------BORBA


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

. OS TRAJES DO ALENTEJO



Eu alentejana me confesso
Com saudade da terra amada
Que com meu amor professo

Pela terra onde nasci e fui criada.

Sofri quando pra longe parti
Ainda a dor me acompanha
Com esta saudade tamanha
Que guardo sempre por ti
Linda cidade tão prendada
De artesanato e gente honrada
No amor que por ti tenho
Em te elevar eu faço empenho
Para te mostrar o meu apreço
Eu...alentejana me confesso.

Lembro tuas lindas tradições
Teus momumentos tão belos
Lugares simples e singelos
Que alegram nossos corações
Recordo quando trabalhava
No campo e não me cansava
Com tanto calor no verão
E no inverno gelava o coração
Hoje vivo mais amargurada
Com saudades da terra amada.

Conhecia todas as herdades
Nos arredores de São Bento
Por esse concelho a dentro
Caminhava sem vaidades
Aprendi a monda e a ceifar
Azeitona andei a apanhar
Muito trabalhei nas hortas
Hoje ao ver as tuas portas
Valorizo mais este apreço
Que com meu amor professo.

Era feliz na paz dos campos
Ia para a escola ainda menina
Ainda que fosse tão pequenina
Sabia dar valor aos encantos
De ouvir os pássaros chilrear
Os grilos no campo a cantar
Os rebanhos por ali a pastar
E os trabalhadores a labutar
Hoje sinto-me mais apaixonada
Pela terra onde nasci e fui criada.

De Arlete Anjos
16/10/2014

OS TRAJES DO ALENTEJO





OS TRAJES DO ALENTEJO



trajes dos camponeses alentejanos,nos tempos da outra senhora

. OS TRAJES DO ALENTEJO



o Traje Alentejano domingueiro e o traje tradicional de trabalho.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

CANDIDATURA DO CANTE ALENTEJANO COM PARECER POSITIVO DE ESPECIALISTAS DA UNESCO



A candidatura do cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade recebeu um parecer positivo de uma comissão internacional de especialistas da UNESCO, revelou hoje à agência Lusa o responsável do processo, Paulo Lima.
“O parecer diz que a candidatura reúne todas as condições”, pelo que “temos fundadas esperanças de que o cante alentejano seja inscrito na lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade” pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), declarou.

Segundo o mesmo responsável, também diretor da Casa do Cante, em Serpa, o parecer deste grupo de especialistas costuma ser “bastante vinculativo para a decisão final” do Comité Internacional da UNESCO, que se reúne entre os dias 24 e 28 de novembro, em Paris (França).
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domingo, 26 de outubro de 2014

GRUPO CORAL OS ARRAIANOS DE FICALHO / E PEDRO MESTRE

Grupo Coral "Arraianos de Ficalho" e Pedro Mestre
Na cerimónia de abertura da FATOR - 8º Festival de Artes e Ofícios da Raia recuperou-se a sonoridade da viola campaniça, executada por Pedro Mestre, acompanhando o grupo coral “Arraianos de Ficalho”. A viola campaniça foi muito utilizada em Vila Verde de Ficalho nos acompanhamentos de canto popular e das modas, nos “balhos” de roda, e chegou a haver uma meia dúzia de tocadores de viola, que também tocavam valsazinhas e fandangos. Um último exemplar deste instrumento, que faz parte do espólio da Biblioteca-Museu, está atualmente a ser restaurado por Pedro Mestre. A recuperação da viola campaniça em Ficalho foi complementada pela Exposição Cordofones-Viola Campaniça de Pedro Mestre. Vila Verde de Ficalho, 1 de Agosto de 2014, excerto do vídeo realizado no âmbito do projecto: “A Cultura Expressiva na Fronteira Luso-Espanhola”, INET-MD, FCSH-UNL, bolsa de pós-doutoramento financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

MODA MÃE---FUI-TE VER ESTAVAS LAVANDO