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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
ARTESANATO DO ALENTEJO
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Redondo - Joaquim Boavida, artista de cadeiras alentejanasHá 29 anos que Joaquim Boavida prepara a preceito o repouso de outros. É em Redondo que tem oficina de cadeiras alentejanas, mas mostra a sua arte um pouco por todo o Alentejo, expondo em feiras. Todos os dias junta os pedaços de madeira, pinta-a e entrelaça o buinho para o fundo, um «saber-fazer» que, assegura, «dá dinheiro, mas é preciso trabalhar muito».
Sara Pelicano | sexta-feira, 26 de Abril de 2013
A mão direita segura firme o pincel de ponta fina carregado de tinta branca. O pulso descansa sobre uma pequena régua encostada a uma das tábuas que faz as costas da cadeira. Assim, a mão não treme e a flor pintada sai perfeita. O
O artesão de Redondo, Alentejo, faz cadeiras de madeira com fundo de buinho há 29 anos. Toda a estrutura da cadeira é feita em madeira de pinho, o fundo é buinho, uma planta herbácea que nasce espontaneamente em zonas húmidas. «Algumas faço também as costas em buinho», frisa. «Compro as pranchas de madeira que depois trabalho conforme o tamanho da cadeira que pretendo fazer», comenta Joaquim Boavida. O ofício começou-o ainda menino, no intervalo das aulas aprendia com um carpinteiro da terra. Aos 17 anos voluntariou-se para a tropa e, findo o período militar, regressou à terra natal. Na falta de emprego, dedicou-se ao que já sabia fazer: cadeiras alentejanas. Joaquim assegura «que se ganha dinheiro com esta actividade, mas é preciso trabalhar muito». Acaba a pintura. Fica a secar. Joaquim volta-se para outra cadeira onde falta apenas o fundo. As mãos ásperas seguram o buinho e entrelaçam-no num ritmo cadenciado. O buinho, um produto natural com capacidade de ser quente no Inverno e fresco no Verão, é recolhido ainda verde e secado ao Sol, ganhando assim uma cor dourada. Joaquim trabalha «em série» porque nunca faz uma cadeira do princípio ao fim sem interrupções. «Não se consegue, porque colo os pedaços de madeira e tenho de esperar que seque, depois é a tinta, também esperar que seque. Enquanto isso acontece trabalho noutras», explica. Mas sabe que em média, uma cadeira levará seis horas a fazer. Na oficina de Joaquim Boavida, na Zona Industrial de Redondo, há cadeiras para todos os tamanhos. Desde as mais pequenas, em miniatura, até grandes cadeirões. Todas diferentes porque são todas feitas à mão, um método artesanal que não permite cópias. O cadeireiro, que se dedica com preceito às cadeiras que servirão de repouso a alguém, mostra a sua arte na sua oficina, em lojas de artesanato e feiras onde participa, sobretudo no Alentejo. |
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
FONTES DO ALENTEJO
A fonte de Santa Comba. Está datada de 1891, mas já existiria no século XVI.
Baseada nas fotos que tenho feito em várias cidades e vilas do Alentejo, é interessante anotar que muitas fontes foram construídas ou melhoradas, no que respeita à sua ornamentação, no final do século XIX. E, quanto ao material utilizado, predomina o mármore, como é o caso desta fonte em Moura.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
UNESCO - CANTE ALENTEJANI É PATRPMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE
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UNESCO - Cante Alentejano é Património Imaterial da HumanidadeO Cante Alentejano é Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). A decisão foi conhecida hoje em Paris no decorrer a 9.ª reunião do Comité Internacional da UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (PCI).
Café Portugal | quinta-feira, 27 de Novembro de 2014
A decisão agora conhecida decorre do parecer positivo de uma comissão internacional da UNESCO que, no final de Outubro passado, aceitou a candidatura do Cante Alentejano. A mesma comissão garantiu, à data, que a candidatura portuguesa reunia todas as condições para ser inscrita na Lista Representativa do Património Imaterial.
O Cante é expressão de um povo que canta os trabalhos do campo, os bailaricos, as festas religiosas, os amores juvenis, no embalo de palavras tecidas por poetas populares. A candidatura agora reconhecida como Património Cultural Imaterial da Humanidade, contou com a organização da Câmara de Serpa, Confraria do Cante Alentejano e Entidade de Turismo do Alentejo a candidatura do Cante e com os apoios da Casa do Alentejo e da Associação MODA - Associação do Cante Alentejano. A Comissão de Honra da candidatura é presidida, entre outras personalidades, pelo presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pelo presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian, Rui Vilar, pelo presidente do Grupo Nabeiro/Delta Cafés Rui Nabeiro, por Tomé Pires, Presidente da Câmara Municipal de Serpa, e António Ceia da Silva, Presidente da Direcção da Turismo do Alentejo e Ribatejo. Recorde-se que a candidatura do Cante foi entregue à UNESCO em Março de 2013, depois de, em 2012, o Ministério dos Negócios Estrangeiros ter decidido adiar a sua apresentação, por considerar que o processo não reunia condições para ser aceite. O Comité Internacional da UNESCO está reunido em Paris (França) até 28 de Novembro. A Convenção da UNESCO para a salvaguarda do PCI entrou em vigor em 2006, foi assinada por 146 países, e ratificada por Portugal em 2008. |
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
UM ALENTEJANO NÃO CANTA SOZINHO E É ISSO QUE VÃO DIZER Á UNESCO

Os Cardadores ensaiam modas de Natal com as Papoilas do Corvo para as saídas de dezembroFotografia © Gonçalo Villaverde/ Global Imagens
No dia em que começa a reunião em que se decide a classificação como Património Imaterial, a vida de quem canta por amor.
"Mas o que é que o miúdo está aqui a fazer?", chegaram a perguntar a Carlos Paraíba, mestre ensaiador do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa, quando um rapaz de 13 anos começou a dar os primeiros passos no cante alentejano participando nos ensaios. O jovem chama-se Carlos Arruda, tem hoje 28 anos, licenciou-se em Gestão Bancária, trabalha na supervisão do Banco de Portugal e revelou-se aposta certeira.Vai ser ele o cantador que lançará a moda (a canção) que o grupo vai cantar na reunião da UNESCO, em Paris, na quarta-feira, dia em que se deverá decidir a classificação do cante alentejano como Património Imaterial da Humanidade.
Carlos Arruda, desde os 13 anos a cantar em Serpa, é ponto e vai a Paris mostrar o cante alentejano à UNESCOFotografia © Pedro Rocha/ Global Imagens
"Eu vi que cantava bem, que tinha uma voz bonita", conta Paraíba, primo por afinidade de Carlos Arruda, depois de o ouvir nas saídas entre amigos de que faziam parte o jovem Carlos Arruda e o seu pai. Um dia, no regresso, perguntou-lhe se queria cantar, ele disse que sim e nesse mesmo dia compraram as botas do traje do Coro da Casa do Povo de Serpa e começou a ir aos ensaios. "Tornou-se um cantor. Tem voz e ouvido para a música", afirma, em conversa com o DN. "Sou suspeito para dizer isto, mas ele é o melhor ponto de cante alentejano atualmente." Ou seja, aquele que dá o tom aos outros membros do grupo numa canção.
Um autocarro com 22 cantadores, responsáveis pela candidatura e o presidente da Câmara de Serpa, Tomé Pires, roda hoje pelas estradas de Espanha a caminho de França. Uma longa viagem para um máximo de 10 minutos de apresentação e dois minutos a cantar, ensaiados nas últimas semanas, a derradeira das quais no sábado.
Os Cardadores e as Papoilas do Corvo ensaiam sob a direção de Pedro MestreFotografia © Gonçalo Villaverde/ Global Imagens
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domingo, 23 de novembro de 2014
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