Um espaço para revisitar as emoções vividas no Grupo do Facebook: Alentejo-Terra e Gente
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
VINHOS DO ALENTEJO --ÚNICOS POR NATUREZA
https://www.facebook.com/vinhosdoalentejo/videos/vb.133841579181/10153604518249182/?type=2&theater
Video sobre o Alentejo, o seu meio ambiente e a forma sustentável como a cultura da vinha se integra no ecossistema.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
ALENTEJO ANTIGO
https://vimeo.com/13163656
Alentejo Antigo
de Fernando Teigão dos Santos AINDA NÃO CLASSIFICADO
Pequeno filme que consiste na animação de algumas fotografias antigas do Alentejo, mostrando um pouco da sua evolução histórica ligada à agricultura
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
terça-feira, 8 de setembro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
,OS BRASÕES DA NOSSA TERRA
Arraiolos - Igreja Matriz ou de Nossa Senhora dos Mártires (Brasão de armas do Arcebispo de Évora, D. Miguel de Távora
foto-Bernardo Oliveira Nunes
terça-feira, 25 de agosto de 2015
ARTES E OFICIOS ---- RENDADO DE CINCO AGULHAS.
Quem se recorda de fazer a renda de 5 agulhas? Eu fiz
alguns e guardo-os para a minha neta.
Maria de Fátima Lança
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
domingo, 23 de agosto de 2015
GRUPO CORAL OS BOINAS DE FERREIRA DO ALENTEJO
Morena de Raça - Grupo Coral "Os Boinas" de Ferreira do Alentejo, nas Festas em Honra de Santo Estevão - Odivelas, em 19 de Julho de 2015
Posted by Grupo Coral "Os Boinas" on Terça-feira, 18 de agosto de 2015
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
MINAS DO LOUSAL
Minas do Lousal
Das minas do Lousal, entre Canal Caveira e Ermidas do Sado, foram extraídas pirites de cobre entre 1900 e 1988. Após o seu encerramento foi criada a Fundação Frederic Velge, que envolve a empresa proprietária da mina e a Câmara de Grândola. Esta fundação tem um projecto de dinamização com uma vertente cultural, uma vertente científica e outra pedagógica.
O Museu Mineiro pretende preservar a memória e o conhecimento das gerações de trabalhadores que escavaram as minas do Lousal, hoje transformadas numa espécie de local arqueológico, onde se pode observar e aprender o funcionamento da mina através dos vestígios do trabalho que lá foi feito ao longo das décadas.
Este espaço, que funciona nas próprias antigas instalações da mina é o primeiro do seu género em Portugal, tendo sido inaugurado a 20 de Maio de 2001. Entre outras características, destacam-se as estruturas de trabalho recuperadas especialmente para serem visitadas pelo público: instalações, escavações e galerias da mina e mesmo os motores da central eléctrica que abastecia não só a mina como também a população local.( Informação Lifecooler)
Foto: Pedro Flora
MINAS DE S. DOMINGOS --- FOTO DE JORGE CAMPANIÇO
Mina de São Domingos.
Uma, das várias " Lagoas de águas ácidas" existentes nesta linda localidade.
O decréscimo da atividade mineira e o encerramento de muitas explorações deixou atrás de si um rasto de sítios abandonados que são importantes fontes de contaminação ambiental.
As inúmeras feridas abertas na terra, desocupadas e esquecidas, para além de terem originado graves consequências sociais e económicas, escondem riscos para a segurança das populações e provocam graves impactes ambientais, que permanecem muito para além do encerramento da atividade extrativa.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
O ALENTEJO QUE CONHECI
O ALENTEJO QUE CONHECI
"Feição de nobreza
Netos de pobres, filhos de pobres, que a pobreza sempre campeou por aí pelas casas dos trabalhadores rurais, tem o Alentejo essa feição de nobreza: não se avilta por ser pobre.
Entre as tarefas anuais de mondas, varejo e apanha de azeitona ou ceifas, ficavam os chefes de família encostados pelas esquinas, no centro dos povoados, velando a ansiedade e o medo de não conseguirem alguma tarefa ou biscate que os livrasse da humilhação de ver a mulher e os filhos a pedir de porta em porta…
Eram ciclos de pão e de fome intercalados. Foi assim anos e anos, gerações e gerações.
Foi assim que esta nossa gente, rica de privações, se tornou conhecedora privilegiada do real valor do pão, porque de pouco mais dispunha (quando dispunha!) inventando as formas de o comer da mais consoladora maneira – quer de Inverno – quer de Verão! – Que ter pão – já era ser remediado!...
Atrás do gado, em qualquer descampado, o pastor procurava uma amurada, uma abrigadinha, juntava uns gravetos, acendia o isqueiro de torcida, fazia crepitar o lume, fervia uma pouca de água na marmita que tirava do alforge mais a “corna” onde guardava o azeite que vinha de casa já com o gostinho do alho pisado com poejos ou coentros. Migava à mão as sopas do “marrucate” duro que trazia no taleigo e, mal a água fervia escaldava a mistura fazendo nascer a cheirosa açordinha que comia bem quente, sorvendo o caldo e condutando o regalo com um punhado de azeitonas.
- Bendita açorda que consola corpo e alma, matando a fome, aquecendo e incensando o bafo!
- Mudam os tempos. O calor embebeda o ar de cheiros de pastos estorricados; as ervas suam perfumes tão vibrantes como o canto das cigarras. O pastor escolhe então o chaparro mais frondoso, a oliveira mais redonda ou o freixo à beira de água, o gado rendido pela inclemência do sol, estende-se na sombra almejada e o ritual repete-se…
Do meringue que levava a tiracolo sai a água “choca” a que o vinagre emprestará a ilusão de frescura.
Lá vem de novo a “corna” fornecer o azeite com o gostinho picante do alho pisado, e lá vem o taleigo dar o “panito” que ao ser migado estala de seco.
Lá vêm os orégãos para o perfume e aí está a vinagrada ou o gaspacho que como a açorda ele come com o talher de bucho lavrado, esculpido a canivete em longos dias de solidão, e que usa entalado, preso na fita do chapéu!
Volta a “manchinha” de azeitonas para condutar e aí está – frugal, refrescante, pobre mas sadia a refeição inventada com o uso sábio do “ quase nada” que ás vezes havia…
Assim se ressalvava a dignidade, cumprindo o direito ao sustento de cada dia, como cabe à condição humana.
Nestes tristes tempos em que tão pouco nos vão deixando é bom que em nós persista o brio de sermos portugueses com a coragem herdada desta feição de família, deste traço de nobreza ancestral tão a carácter do bom alentejano.
Foi Manuel Castro, trabalhador rural, natural de Cuba, (que só na tropa conseguiu aprender a ler), quem escreveu estas quadras, que em honra da sua memória transcrevo:
“Há muito pobre que tem
pena da sua pobreza:
Saber ser pobre, também
É uma grande riqueza
Gosto muito da pobreza
Que me cabedou por sorte.
Só basta ter a certeza
Que me é firme até à morte”
Publicado por Luis Milhano em Alentejo nossa musica
.Maria José Rijo
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Subscrever:
Mensagens (Atom)




















































