segunda-feira, 15 de outubro de 2012

MOINHO DE VENTO EM SERPA COM POEMA DE MANUEL GRAÇA






Era lindo ,os moinhos de vento
Em tempos que já lá vão
Cairam no esquecimento
Só resta a recordação

Dava gosto admirar
Nos pontos mais elevados
Moinhos de vento caiados
Quatro velas a girar
O grande mastro a rodar 
Com grande desenvolvimento
Proporcionando o movimento
A toda aquela egrenagem
Embelezavam a paisagem 
Era lindo,os moinhos de vento

Quando o moinho moia 
O vento certo a soprar
Ouvia-se os buzios tocar
Uma bela melodia
Como se fosse uma sinfonia 
Em perfeita afinação 
As mós a moer o grão
Saindo farinha e farelo
Mas esse património rico e belo
São tempos que já lá vão

A vida foi evoluindo 
Foi morrendo a agricultura
Uma doença sem cura
Os moinhos foram caindo 
As pessoas foram desistindo
Foram perdendo o alento
Procuraram outro intento
Para a sua sobrevivência
Os moinhos entraram em decadência
Cairam no esquecimento

Os moinhos estão perdidos 
Que a vida assim se prestou
A agricultura falhou 
Aos poucos foram esquecidos
Em ruinas destruidos
Não voltam a moer grão
Foram levados a extinsão
Como se vê por ai fora
Dessas belezas de outrora
Só resta a recordação

Manuel Graça


MOINHOS DO ALENTEJO SANTIAGO DO CACEM



Moinhos do Alentejo

Nas noites, desaparecem moinhos,
Envoltos por névoas sombrias!
São pontos assim, tão pequeninos...
Túmulos de moagens vazias!

Pálida, a lua se esconde embuçada, 
E vai suspensa num violáceo céu!
Aparece!...Ó lua amortalhada!
Descerra a claridade com teu véu!

As mós, os moleiros sulcam sozinhos!
E o vento, soprando no Alentejo,
Vai girando incansáveis, os moinhos!

Ó brisa suave...Eterna companheira!
Realiza-nos o último desejo...
Gira-nos as pás na volta derradeira!

Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

ARTESANATO TAPETES DE ARRAIOLOS


CONJUNTO DE PEÇAS DE ARTESANATO S. PEDRO DO CORVAL REGUENGOS DE MONSARAZ


OLARIA S.PEDRO DO CORVAL REGUENGOS DE MONSARAZ


ARTESANATO DO ALENTEJO CESTOS DE VERGA VILA DE BARRANCOS


VÁRIAS PEÇAS DE ARTESANATO DO ALENTEJO COM SUAS FIGURAS EMBLEMÁTICAS DA REGIÃO E FORMATOS VARIADOS


ALFORGES UTENSILIO MUITO UTILIZADO NO SÉCULO PASSADO NO TRANSPORTE DE GÉNEROS ALIMENTÍCIOS E OUTROS QUER PELO HOMEM OU POR ANIMAIS


MANTAS ALENTEJANAS DE LÂ E DE RETALHO


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

POEMA DE DEODATO ANTONIO PAIAS POETA POPULAR ALENTEJANO







POEMA SOBRE A AGRICULTURA

Agricultura abandonada
Alguém disso foi culpado
Foi quem assinou o tratado
Dessa grande desenvoltura
Pagar para não semear
Para a terra não lavrar
Cavaram a nossa sepultura
Sem de nada perceber
Isto é no meu entender
Nada no campo se afigura.


O campo está selvagem
Há muita falta de limpeza
É um perigo de certeza
Alterar assim a paisagem
Maior perigo de incêndio
Vai trazer maior dispêndio
Devido ao excesso de folhagem
A falta da terra lavrada
E da limpeza acompanhada
Nesta floresta selvagem.



No campo não há trabalho
Acabaram as mondadeiras
Já se não vêem as ceiferas
Até nem se ouvem chocalhos
Os rebanhos diminuiram
Tudo no campo destruiram
Só agora existem encalhos
Ninguém já vai desmatar
Nem o arvoredo limpar
No campo não há trabalhos.




Deodato António Paias... Poeta Popular Alentejano.


POEMA DE JOSÉ DA SILVA MÁXIMO POETA POPULAR ALENTEJANO




QUASE NO FIM
O homem vira empecilho
Velho e atacado p’lo mal;
Tenha ou não algum filho
Vai morrer ao Hospital

Meu Deus como o homem fica
Quando a vida está no fim!
É a fase mais ruim
Que o nosso destino indica;
De forte passa a medrica,
Já nem conhece o seu trilho,
É p’rá família um peguilho
Volta aos tempos de criança,
Conforme a idade avança
O homem vira empecilho.

Sempre a velhice foi dura
Feia, triste até mais não;
É digna de compaixão
A realidade mais pura.
Se a força nos não atura
Torna-se a vida banal,
O homem fica afinal
Em situação comovente,
Logo que um dia se sente
Velho e atacado p’lo mal.

Em tempos que já lá vão
Não metia tanto medo,
A mulher não tinha emprego
A não ser de ocasião;
Sentia satisfação
Em tratar os pais com brilho;
Agora é um espartilho
Não poder ser como era
O velho sabe o que o espera
Tenha ou não algum filho.

Hoje os filhos não podiam
A seus pais se dedicar;
Mesmo que quisessem dar
O amor que eles queriam.
Só p’ra herdar serviriam
Haver filhos do casal,
A vida não é igual,
O velho fica a saber
Se lhe faltar o poder
Vai morrer ao Hospital.


Poeta Alentejano José da Silva Máximo.!!!!




terça-feira, 9 de outubro de 2012

TEXTOS ALENTEJANOS FOTO MERTOLA








TI ZÉ BONITO

" José Custódio Domingos Brincheira, com 88 anos de idade, natural de Mértola, viúvo, mais conhecido por Ti Zé Bonito, tem uma vida que muito dá para contar. Aos oito anos de idade não foi para a escola: foi para a escola da vida, a dos pobres da altura. Como o pai do Zé, carreiro por profissão, trabalhava na loja do José Galho, estabelecido com roupas e mercearia, logo se se lembraram dele para ir fazer mandados. Em troca, na loja, onde é hoje o Café Guadiana, ia recebendo, de quando em vez, uma melhadura. Pequena compensação pois o Zé era pequeno, além de mocinho bonito. Devo já dizer que, por esse facto, ficou logo mais chamado por Zé Bonito , por aqui e ali.
Trabalhador de campo na monda e na ceifa que o Fialho de Almeida retratou no "País das Uvas", servente de pedreiro e da moagem, operário conserveiro em Vila Real de Santo António, com " pá e pica " nas estradas à volta de Beja. Vendedor de água, nas ruas da vila, com o burro
 carregado de quatro cântaros de dez litros, a um escudo cada, era ele que "matava" então a sede de água potável da maré vazia do Guadiana a grande parte da população.
Mas o que os mais velhos, ainda hoje, alumiam, foi a lida, em particular, que ele teve durante muitos anos: a carregar sacos de 77 quilos de farinha às costas, além rio, para as padeiras da vila de Mértola. Já com 30 anos de idade, fazia esse trabalho pelo qual cobrava quatro escudos por saco. Trabalhador barqueiro no transporte do rio também foi.
Zé Brincheira foi, apesar de tudo, jovem desportista, amador do ciclismo. Envergando a camisola do Benfica, participou, conjuntamente com os algarvios que aqui viviam, além do Arnaldo, do Zé Colaço e do Zé da Cruz, nas corridas de ida e volta ao Vale d'Açor nos arredores, organizadas pelo Zé Silvestre. Ganhou medalhas na bicicleta alugada, a um escudo por quarto d'hora.
Hoje, Ti Zé Bonito, na casa que habita na Vila Velha, faz frequentemente as refeições de caldeirada de muge. Lava também a sua própria roupa, com sabão azul e branco. Trata, no quintal, das laranjeiras e do limoeiro.
Com uma reforma de cerca de 40 contos apenas, lá vai governando a vida. Deita-se às 23 horas e, num só sono, levanta-se pontualmente às 7 horas. Com razoável saúde, exceptuando o mal das cataratas, o que não o impede, claro está, de comer, à noite, a bucha que traz de casa, com a indispensável cerveja, num dos cafés da vila.
Queremos que Ti Zé Bonito fique connosco muitos e muitos anos, relatando-nos as suas histórias da vida. Ele é um símbolo do Trabalhador Alentejano...
-
In" Textos Alentejanos "- de João Honrado

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

PINTORES E PINTURAS DO ALENTEJO IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO FERREIRA DO ALENTEJO



inesdouradopintura.blogspot.com

PINTURAS E PINTORES DO ALENTEJO MÁRIO ELIAS


PINTURAS E PINTORES DO ALENTEJO ALONSO FERNANDES


PINTURAS E PINTORES DO ALENTEJO ALONSO FERNANDES


PINTURAS E PINTORES DO ALENTEJO ANTONIO ANACLETO GOMES


PINTORES E PINTURAS DO ALENTEJO ANTONIO ANACLETO GOMES MERTOLA


LÁ NO MONTADO O SOBREIRO





O SOBREIRO


O Sobreiro é uma pintura a pastel sobre cartão da autoria do pintor e rei português Carlos de Bragança. Pintado em 1905 e mede 177 cm de altura e 91 cm de largura; representa um exemplar da árvore epónima.[1]
A pintura pertence ao Museu da Fundação da Casa de Bragança de Vila Viçosa.


PINTURAS DE BELA MESTRE


ALENTEJO TEU E MEU PINTURA DE BELA MESTRE


CERÂMICA PINTADA COM MOTIVOS ALENTEJANOS TRABALHO DE PAULO NARCISO


domingo, 23 de setembro de 2012

REGISTO DE UM DOS MOMENTOS DE ALEGRIA AMIZADE E O GOSTAR DE NOS ENCONTRAR-MOS JUNTOS A CONFRATERNIZAR. fOTO DO ENCONTRO DO GRUPO ALENTEJO TERRA E GENTE DE 22 DE SETEMBRO DE 2012


POEMA ALUSIVO AO ENCONTRO DE AMIGOS DO ALENTEJO TERRA E GENTE DE DIA 22 DE SETEMBRO DE 2012






Grande encontro de amizade
Castro Verde foi o local
Fica para a prosteridade

Este dia especial


Foi um dia bem vivido
Cheio de fortes emoções
Bateram forte os corações
pelo sentimento ,sentido
Um encontro bem conseguido
Juntos como uma irmandade
Brilhava a felicidade
Nos rostos de simpatia
Em todos vi alegria
Neste encontro de amizade



Somos filhos do Alentejo 
Consideramos-nos irmãos
Unidos damos as mãos
Todos com o mesmo ansejo
O Alentejo é um desejo
A amizade é real
Ultrapassa o virtual
É o balanço que faço
Enlaçados num abraço
Castro Verde foi o local


Em castro Verde aconteceu
Este dia bem passado
Fica para sempre marcado
Tudo o que ali se viveu
Quem não esteve ,é que perdeu
Acreditem que é verdade
Nós já sentimos saudade
Por esse grande ambiente
O encontro do TERRA E GENTE
Fica para a prosteridade


Eu já estou a desejar 
Que outros possam acontecer
Para podermos conviver
E os amigos encontrar
Para todos abraçar 
Num abraço fraternal.
Todos, todos em geral
Irão guardar na memória
Para sempre fica na história
Este dia especial



Manuel Graça


POEMA ALUSIVO AO AMBIENTE AFECTUOSO QUE SE VIVEU NO ENCONTRO DO ALENTEJO TERRA E GENTE DIA 22 DE SETEMBRO DE 2012





São dez da manhã

Já chegou o grande dia
Onde o sorriso transparece
No rosto de quem conhece
A felicidade e a alegria

Rostos emocionados
Apertos de mão
Abraços bem apertados
De saudade carregados
Num dia cheio de emoção
Olhares cruzados
Vistos pela primeira vez
De gente que já conhece
Sem ver,mas agradece
A amizade que Deus fez
Só uma causa os fez unir
Um amor eterno e profundo
O alentejo está a sorrir
E a seus filhos vai pedir
A MAIOR FELICIDADE DO MUNDO...


M.Medeiros 22/09/2012

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

MESINHAS CASEIRAS FLOR DE LARANJEIRA





Dor de garganta

Ingredientes 
- 3 col. (sopa) de flor de laranjeira 
- 3 dentes de alho 
- 1 limão com casca cortado em quatro partes 
- 1 xíc. (chá) de mel de eucalipto 

Modo de preparação :
Coloque os dentes de alho, o limão cortado e as flores de laranjeira em uma vasilha e macere. Despeje o mel, tampe e deixe descansar. Após 12 horas, esprema bem e coe. Tome duas colheres de sopa ao dia.

MESINHAS CASEIRAS OLEO DE ALECRIM.





Óleo de alecrim – utilizado em problemas de reumatismo e circulatórios, em massagens e fricções.


500 gr alecrim fresco, picado;
750 ml azeite ou óleo girassol.

Misture o alecrim picado e o azeite numa tigela de vidro e coloque numa panela em banho-maria. Cubra e deixe em lume brando 2-3 horas. Retirar do lume e deixar arrefecer. Em seguida, usar uma gaze ou coador chinês para coar a infusão para dentro de um jarro. Com o auxílio de um funil, deitar o óleo em frascos de vidro escuro, de preferência. Fechar e colocar 1 etiqueta. Guardar num local fresco ao abrigo da luz durante um ano.


MESINHAS CASEIRAS ....MALVAS




Malva 

Bexiga (inflamação) 

Decocção: contra a retenção urinária, preparar uma decocção com um litro de água e 150gr de flores e folhas de malva. Deixar ferver lentamente, por vinte minutos, depois filtrar e adoçar com mel.

Beber três ou quatro xícaras durante o dia.