domingo, 25 de novembro de 2012

TAPETES DE ARRAIOLOS






SABIA QUE...o MAIOR TAPETE de ARRAIOLOS do MUNDO está em exposição no 1º andar do Multiusos de Arraiolos até ao próximo Domingo?
O início da manufatura de um Tapete de Arraiolos de grandes dimensões marcou a edição deste ano d' “O Tapete está na rua”.
É um tapete com cerca de 120 metros quadrados que está a ser, exclusivamente, trabalhado e manufaturado por tapeteiras de Arraiolos. Este Tapete de Arraiolos de grandes dimensões vai demorar “um ano até ficar concluído”, e pretende “vir a representar uma afirmação da identidade local” e “chamar a atenção para a necessidade da certificação” (Jerónimo Lóios, presidente da CM Arraiolos)




sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O QUE SE COME NO ALENTEJO FIGOS MEL


O QUE SE COME NO ALENTEJO ARROZ DOCE


OMELETE COM ESPARGOS SILVESTRES


SECRETOS DE PORCO COM CASTANHAS




Secretos de Porco com Castanhas....

Ingredientes:

Secretos de Porco preto

200 g de castanhas

3 chalotas (usei cebolas)

3 dentes de alho

Azeite Virgem Extra Espiga

2,5 dl de vinho tinto

Sal e pimenta q.b.



Cozem-se as castanhas em água a ferver.



Numa frigideira fritam-se os secreto cortados às tiras com um fio de Azeite Virgem Extra Espiga, as chalotas cortadas ao meio e os dentes de alho inteiros. Rega-se com o vinho e deixam-se cozer e apurar.


Adicionam-se as castanhas, tempera-se a gosto e salteia-se tudo muito bem. Serve-se de imediato.


SONHOS DE ABÓBORA




Sonhos de Abóbora
ingredientes:
2,5 dl de leite
100 gr de manteiga
sal q.b.
1 casca de limão
300 gr de farinha
900 gr de abóbora cozida em puré
4 ovos
óleo prara fritar
açúcar
canela em pó
preparação:
Num tacho leva-se ao lume o leite, a margarina, o sal e a casca de limão.

Quando ferver junta-se a farinha e mexe-se bem até a massa se soltar do tacho.

Retira-se a massa para uma tigela e deixa-se arrefecer.

Retira-se a casca de limão e junta-se a abóbora aos poucos, amassando bem entre cada bocado que junta.

Adicione os ovos, um por um.

Bata bem e frita a massa ás colheradas numa frigideira com óleoo bem quente.

Escorra e polvilhe com açúcar e canela.

ENTRECOSTO NO FORNO COM MIGAS DE TALINS


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Matança do Porco





A matança anual do porco, criado no curral por cada família, assumiu-se como um evento importantíssimo, hás uns tempos atrás.
O porco tinha um papel importante, porque um porco era a coisa mais bem aproveitada que podia haver.
A carne do porco tinha de dar para o ano inteiro, e a única forma de a conservar era através de métodos ancestrais, como a salga – para presuntos e toucinhos, a conserva na manteiga – para os lombos, os enchidos de fumeiro - chouriça e chouriça preta, palaios (paios).

A própria banha, para cozinhar e barrar o pão, desempenhava o papel das margarinas o ano inteiro.

Cada peça do porco tinha um sabor e um destino diferentes:
Os pézinhos para a coentrada. As tripas para a couve. A papada para comer em talhadas fritas com pão, de manhã com o café.
Os presuntos só se podiam partir de Junho em diante, não sei se por ser nessa altura que a cura de sal terminava, ou se era por ter acabado a chouriça.
As peças de lombo frito ou costela, conservados em manteiga vermelha numa panela de esmalte, em zonas interditas da despensa, eram para servir apenas nas ocasiões em que se recebiam visitas importantes.

O dia da matança, lembro-me, era sempre um sábado frio, de Novembro em diante. 
Quando fossem boas luas.
A lua tinha uma importância decisiva, e contavam-se histórias de salgadeiras putrefactas, de matanças que a desafiaram, julgo, em quarto minguante.

Os preparativos começavam na véspera, com o porco a fazer uma dieta ligeira, como nós fazemos agora, quando vamos medir o colesterol.
Havia uma movimentação diferente.
Por vezes, o dono nem dormia - tinha dó do porco.
Um belo sovão, gordo e luzidio, de boa boca, que deixava chegar à mão e quase fazia parte da família.
Mas tinha mais dó da barriga dos filhos.
...

Numa esquina abrigada, uma banca de madeira.
Uma rua do Monte, em terra, varrida com uma vassoura de resmono. Ou de lentisco.
Uma balança de vara, e um pau para meter ao ombro.
Uma caiadela na casa.

A manhã começava cedo, com o juntar dos homens.
Um copo de aguardente, tapado com uma filhó.
A aguardente serve para surpreender os homens, fazendo-os encontrar uma coragem que julgam não ter.

Amarrar o bicho, encaminhá-lo para junto da banca. Segurá-lo com força, stress no animal porco e stress no animal homem, até que se dava, enfim, a facada.
Certeira, sem furar o cano do vento.

Os grunhidos faziam as crianças pequenas chorar, e correr para dentro da casa, vazia, sem mulher que lhe valesse, todas a aparar o sangue. Mexer o sangue com vinagre e alhos, para fazer a Moleja, ao lume num tacho de arame.
Não era de cobre, era de arame.
Cabia a elas irem lavar as tripas no barranco. Em água corrente que levasse a merda toda barranco a baixo.
As delgadas para encher, em chouriças, e as tripas grossas para comer no jantar de couve.
Voltavam lavadas, cheias de rodelas de laranja. A laranja , creio, por ser o aromático mais à mão para tirar o cheiro das tripas.

Chamuscar o animal, com tojos na ponta de uma forquilha, ou com um maçarico ligado a uma garrafa de gaz.
Musgadeiras, facas pretas, tisnadas, sem lâminas, para raspar a pele de fora sem raspar a carne, preciosa.
As unhas, que só saem a arder, e é para o valentão de serviço. E havia sempre um.
E para depois lavar, um velhote. Já sem força na faca, nem no resto, para despejar a água, com um púcaro, enquanto os outros raspavam com força.
«Desmanchar» o porco, com os preceitos transmitidos pelos antepassados, que nunca conheceram a «costeleta» cortada por uma serra eléctrica. A costela sim, que agora se chama entrecosto.
«Queres ver o teu corpo, abre um porco». Nunca disseram para que animal se devia olhar para ver a alma, mas ao ver o olhar do porco, agonizante, supus que a agonia fosse igual para todos, mesmo para os humanos.

Sacos de farinha em papel estendidos no chão para dispor a carne: os presuntos, as espádas, o toucinho, as banhas para fritar e fazer manteiga e torresmos. Do rissol.
A cabeça, com os queixos para assar uma destas noites.
Os ossos da espinha, as orelhas.
A carne diversa, para as chouriças, para ser picada dois dias mais tarde e misturada com alho, vinho,
pimentão vermelho moído. Outra, num alguidar mais pequeno, com diferente cheiro, com sangue e cominhos, para a chouriça preta.

Um novato aventurava-se a fazer a goela, a atar a tripa do cú.
Porque tirar as tripas é tarefa de especialista. Delicada. Feita com a precisão de um cirurgião, com um canivete afiadinho. A ver se não «havia azar».
Não se podia dizer em que poderia consistir o azar, e por momentos cheguei a pensar que «azar» podia ser o porco ressuscitar, desafiando as leis da vida e da morte.
Mas, das vezes em que houve azar, foi um azar muito mal cheiroso, que fez andar tudo numa correria.
E o homem que teve o azar, mal comeu umas três sopas de Moleja, consternado.

Na pesagem, tirava-se um quilo para o queixo.
E se o porco fosse comprado, pertencia ao dono oferecer previamente os lombinhos, ou «lagartinhos», para o petisco,
previamente à pesagem.

As sopas de pão da moleja, quadradas. Diferentes das sopas dos jantares de feijão, ou de chicharos.
Com cacholas e bofes do porco. A cachola é a dura e o bofe é o mole. E o coração que é elástico. 
O meu também é.

As primeiras carnes eram grelhadas com sal grosso nas brasas da fogueira e depois com alhos e coentros picados por cima e um fiozinho de azeite.

Uma vinhaça da boa em garrafão de palhinha. Oferecido por quem não vende para fora. 
Mas se vendesse, de repente todas as marcas, mesma as de preços proibitivos perdiam todo o interesse.
Porque a pinga caseira é infinitamente melhor, e sabia mesmo a vinho de uvas, a fruta, a madeira, sabores intensos que nunca encontrei em nenhuma garrafa.

Hoje, julgo a tradição da matança do porco é proibida, embora se suponha que ainda possa ser praticada em segredo.
Todavia, a carne que encontramos disposta nos pontos onde a compramos, antes de pertencerem ao dono da loja, também pertenceram antes a um animal vivo…



FOMEIRO DE CARNE DE PORCO ALENTEJANO


PORCO ALENTEJANO EM PLENA PASTAGEM





Não há nada melhor que partirmos de produtos de qualidade para termos uma refeição também de qualidade. E se esses produtos forem Nacionais: E Alentejanos tanto  melhor!!!!!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

IGREJA DE CABRELA ---- MONTEMOR NOVO


IGREJA NA MINA DE S. DOMINGOS


IGREJA MATRIZ DE ALVITO


RIO MIRA FOTO NUNO LOU


DECIMAS DE MANUEL GRAÇA SOBRE A BARRAGEM DE STª CLARA NO RIO MIRA







O Rio Mira tem uma barragem 
A barragem tem um canal 
Por onde a água segue viagem
Para ir regar ao litoral


Nos tempos de antigamente 
Nos campos ficava a mágoa 
Porque uma abundância de água 
Corria e seguia em frente
Quando chegava o tempo quente
Secava tudo na margem 
Mas uns homens de coragem 
Fizeram uma obra rara 
Hoje a montante de Santa Clara 
O Rio Mira tem uma barragem



É uma obra impressionante
Muito bem delineada
Tem muita água armazenada
Cobre uma vasta area regante
A barragem é muito importante 
Das maiores de Portugal 
Deveras fundamental
Para compensar anos de seca
Para regar a charneca
A barragem tem um canal



É obra de engenharia
Talhada por mão humana
Nesta serra Alentejana 
Tem por certo a primazia
Trabalhada com mestria
Mostra bem a sua imagem
Constituindo a viragem 
Do passado para o presente
É uma estrada diferente 
Por onde a água segue viagem



Nesses tempos que lá vão
Toda a água que chovia 
Pelo Rio Mira corria
Sem ninguem lhe pôr travão
Depois desta construção
Nada máis seria igual
Sendo um bem essencial
Para dar produto á terra
A barragem é cá na serra 
Para ir regar o litoral



Manuel Graça


Porto Covo na década de 40



Porto Covo, terra mítica para mim, é assim como uma segunda terra-mãe, cujo espírito do lugar e misticismo, involuntária e subconscientemente eu e meus irmãos fomos transmitindo aos nossos filhos e sobrinhos.
Devo ter ido pela primeira vez “a banhos” para Porto-Covo em 1945, pois lembro-me vagamente que fomos transportados para lá pelo tio Jacinto, que, solteiro ainda e toda a vida, tinha a profissão de almocreve “carreteiro” na aldeia.
Fomos fazer os preparativos a casa da avó Camila, em Santa Luzia. Lá se fizeram as popias caiadas (ainda hoje as recordo a enxugar ao sol, perto da porta do amplo quintal), em dois enormes varais, precisamente os mesmos que eram usados na secagem das linguiças. Parece-me ainda ouvir a voz do avô Generoso, no seu bom humor:
- Meninas, recolham ”a frasca” por causa do Piloto.
Ultimavam-se os preparativos com a cozedura do pão (uma arroba de farinha) para ir fresco e mole.
No dia da partida levantava-se o tio às quatro e trinta da madrugada para dar de comer às mulas, procurar a sua manta de viagem, listrada de branco e preto tecida no velho tear, a respectiva candeia de almocreve e ajustar os animais ao carro de parelha.
Este tinha um banco corrido de taipal a taipal, onde se sentava o tio Jacinto, a tia Augusta Camila e a mãe. Eu e a minha irmã íamos atrás, sentadas sobre colchões instalados no fundo do carro.
O pai ficava em Colos, na nossa casa, qual Tomé da Póvoa dos “Fidalgos da Casa Mourisca” como honrado agricultor a labutar pela terra e pela sua profissão de abegão. Só lá iria ter connosco aos fins-de-semana, na sua velha pasteleira. 
Saíamos pela madrugada, com o carro de mulas bem atafulhado de “tasana” (uma tralha de coisas). No fundo do carro iam as esteiras de palhinha, os colchões de boa lã, dobrados ao meio e atados com baraços. Por cima, algum as mantas e um “talego” com os lençóis e as toalhas, dois travesseiros compridos e alguma roupa de vestir.
Levava-se uma infusa de folha-de-Flandres com cinco litros de azeite, a quarta de barro para a água, a trempe de ferro, o fogareiro um saco de linho grosso (fiado pela avó) cheio de farinha, etc… Durante aquele mês, a mãe cozeria o pão no forno local.
A viagem era longa, perto de dez léguas. Os caminhos eram maus, com buracos, e os tombos do carro”amassavam as costelas”, no dizer de minha mãe. Viagem árdua, a afectar de dores os rins, a sua dureza era amenizada pela beleza das paisagens e pelas referências que a mãe ia fazendo ao atingir sítios conhecidos e montes alentejanos onde vivia gente amiga.
Um pouco para além do Cercal junto a uma grande árvore, fazia-se a paragem para almoçar e descansarmos. A mãe e os tios juntavam lenha (gravetos caídos das árvores) e faziam a fogueira. A mãe tirava do carro a trempe, o tacho de barro e os pratos de esmalte e confeccionava umas sopas de pão com tomate e ovos.
Depois de almoço prosseguíamos viagem. O caminho era pela Cabeça da Cabra, com estrada velha e sinuosa de terra batida, que ora atravessava ribeiras espraiadas ora estreitava com as plantas. Então o tio descia e com uma navalha cortava os ramos que impediam a passagem.
À medida que se aproximava o litoral, antevíamos com expectativa o momento em que havia de surgir uma paisagem onde confinassem, numa mesma linha, céu e mar.
Pelas quatro e meia da tarde, enfim, estafados e ansiosos, fazíamos a entrada triunfal em Porto Covo, parando no fim da rua, mesmo em frente da baía.
Estas são as mais antigas recordações das idas para o PortoCovo, onde na infância, despertei a imaginação, na adolescência, as suas belezas me incitaram à poesia, na idade adulta encontrei quem me acompanharia para o resto da vida

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

OS BENEFICIOS DA ROMÃ --- FOTO DE FRANCISCO MARQUES



Os benefícios da romã

Rica em água, potássio e antioxidantes e com apenas 50 calorias

• Antioxidante: previne doenças cardíacas, tem ação semelhante ao do chá verde, sendo superior ao vinho tinto. Diminui o mau colesterol.

• Anti-inflamatória: é indicada para artrite reumatoide, doenças inflamatórias intestinais, e da mucosa oral. Não afeta a função cardiovascular como acontece com alguns medicamentos anti-inflamatórios. Também tem ação antibacteriana.


• Anticancerígena: diminui a proliferação e crescimento celulares, previne câncer de próstata, oral, cutâneo, mamário, pulmonar, cólon e leucemia.



• Hipertensão e Aterosclerose: O consumo diário de 50ml de suco de romã diminui a espessura da íntima média, além da redução da pressão arterial e da peroxidação lipídica, ou seja, a oxidação da gordura, gordura oxidada (é este tipo de gordura que entope os vasos).



Já o consumo de 240ml de suco de romã, age na redução da isquemia induzida por estresse.



• Diabetes: Ação hipoglicemia te (extrato da Púnica) diminui a glicemia pela inibição da absorção de carboidratos.



• Beleza: A romã é rica em antioxidantes, que combatem os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce, leia-se flacidez cutânea, perda da elasticidade, rugas e manchas.



Aumenta o fator de proteção do filtro solar que você aplica na pele, o ácido elágico potencializa os níveis de glutationa, antioxidante produzido pelo organismo e que protege as células da ação dos raios solares, fonte de radicais livres. Além disso, inibe a proliferação de melanócitos, prevenindo manchas de sol.



Tudo de bom!!!



Como consumir a Romã: Além de consumi-la em saladas de frutas ou como condimento de preparações salgadas, você pode se beneficiar usando-a em chás.



O chá feito com as folhas de romã é usado na medicina contra irritação nos olhos, e o chá produzido com as cascas da fruta, para tratamento, na forma de gargarejo, de infeções de garganta. 



Para aproveitar os benefícios da romã você também pode bater no liquidificador a casca, as sementes e a polpa com um pouco de água, coe e beba em seguida.



CHÁ DE FOLHA DE OLIVEIRA --- FOTO DE FRANCISCO MARQUES




Chá da folha de oliveira


A folha é uma verdadeira pérola medicinal que ajuda a estimular e a acelerar o metabolismo. Os extratos das folhas apresentam também minerais essenciais para combater o cansaço.
As folhas da oliveira contribuem também para aumentar a sensação de saciedade mais rápida, absorvem gordura no intestino, melhoram o trânsito intestinal, possuem alto teor de CLA que ajudam no processo de emagrecimento. São indicadas como auxiliar na eliminação de gordura abdominal, mas só darão resultados se aliar também uma alimentação saudável e exercício físico.
Também apresentam diversas propriedades medicinais, nomeadamente: antibacterianas, anti-inflamatórias, antioxidantes, combatem o colesterol, ajudam a controlar a hipertensão e combatem os radicais livres que são responsáveis pelo envelhecimento.
São igualmente ricas em cobre, fósforo, magnésio, manganês, selênico, zinco, ácidos graxos ômega 3, 6 e 9 e também em vitaminas A, E, B1, B2, B3 e B6.
Atualmente é utilizada como ingrediente de antioxidantes e antimicrobianos. Apresenta também propriedades anti-parasitárias, anti-fúngicas e ajuda contra doenças cardiovasculares (por exemplo a pressão arterial elevada), a criar imunidade contra pessoas de qualquer outra doença e cura infeções de pele.
Os benefícios medicinais da folha são muitos e é algo que as pessoas devem aperceber-se e preservar para que continue a ser utilizada para curar diversas doenças.


CHÁ DE POEJO



CHÁ DE POEJO – RECEITA
Partes do poejo usadas no chá: Talos e folhas
Indicação do Chá de Poejo: Expectorante, gripes, resfriados, tosse crônica, asma, diarréia, enjôo, acidez e ardor no estômago.
Como fazer: Coloque 2 colheres de sopa de erva para um litro de água, quando a água alcançar fervura, desligue. Tape e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos. Em seguida, é só coar e beber.
Como beber: Tomar de 2 a 3 xícaras ao dia. Ou use 5g de poejo em 100ml de água fervente por 10 minutos e Tome após as refeições.
Contra-indicação: em grandes quantidades ou em forma de óleo, o poejo pode ser toxico. Grávidas não devem consumir.
Modo de preparo: coloque, em uma panela vazia, 2 colheres (sopa) de folhas frescas de poejo. Despeje 1 litro de água fervente por cima, tampe e deixe descansar por 15 minutos. Espere amornar, coe e beba 1 xícara (chá) a cada 6 horas.
Dica: Para constipações, Faça o chá de poejos e depois adoce com rebuçados de mentol.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Na Taberna 

À mesa da taberna os homens começaram por beber vinho e falar em poucas palavras. O vinho - e que bom que ele era – bebiam-no em copos pequenos porque assim sabia ainda melhor. Copo atrás de copo, facilmente perderam a conta às vezes que os subiram à boca, cheios, e os poisaram na mesa, vazios, para alguém os voltar a encher. 

Vá mais uma rodada!


A pouco e pouco os homens já falavam com mais palavras, muitas mais, mas dizendo coisas com menos sentido . O vinho era bom. As maçãs, o queijo e as azeitonas já tinham escorregado goela abaixo envolvidas pelo tinto e pelo pão caseiro.



Vá mais um copo!



O vinho era realmente bom. À mesa da taberna já se cantava. E como se cantava com vinho na dose certa. Outra rodada e mais outra e muitas mais. Já com as facas do petisco nas algibeiras, os homens lançavam-se desamparados e de peito cheio para as modas fortes, arrastadas. Não acabavam uma para logo começarem outra. À mesa já havia pelo menos dois a fazer a voz de alto. Outros dois desafinavam e não se davam conta. O outro olhava às horas e não via o relógio.



Por trás do balcão o taberneiro apagava a televisão e olhava às horas. No relógio via que estava na hora de fechar a porta. 



Amanhã há mais, meus amigos. Está na hora. Já sabem que aqui na taberna do Etelvino nunca se acaba o vinho! Fp